segunda-feira, 16 de julho de 2018

Por Verônica Nielsen - Blog Minhas Escrituras

Que tipo de homem estava em meio a eles, com uma criança e uma gata nos braços?
 Que tipo de homem era ele que os levava a segui-lo sem questionar seus motivos, 
mesmo que ele os levasse diretamente à morte?


Olá, tudo bem com vocês?

A resenha de hoje é sobre um reinado liderado pelo caos. 
Dois dias. Esse foi o período para que os gritos de horror diminuíssem. Uma nova praça de pilares foi erguida e uma quantidade assombrosa de cabeças a decorava.

Na sequência de O Segredo da Caveira de Cristal (Resenha) - presenciamos a luta de Mongho para defender a caveira de cristal - objeto de grande poder, de Sulco - rei de Heilland. 

O livro é divido em duas partes.

Na primeira, Mongho está sozinho com um bebê chamado Záryha e um filhote de gata chamada Noha, que surgiram ao final do primeiro livro e carregam grandes mistérios e poderes.

Mongho se une a sobreviventes das terras praticamente dizimadas por Sulco, afim de proteção e sobrevivência e junto a um povo mágico, se tornam a Rebelião.

Há um desejo de vingança, quero justiça.
Há um desejo para a guerra, luto pela paz.
Luto pela ordem que irá trazer a liberdade a todos os povos.
Eu sou a Rebelião.

Ocorre um intervalo de tempo grande no livro, e na segunda parte, uma nova protagonista surge. 

Záryra, tem dezoito anos, é uma linda garota, que usa um tapa olho que esconde um poder que nem ela sabe que tem.

Temos também mais dois personagens principais - Zargus - braço direito de Sulco e Haizen, filho de Sulco. E é ai que o destino começa a brincar com todos.

Tudo indica que Haizen, teria que ser impiedoso e cruel como o pai, mas não, ele herdou a bondade e gentileza de seu tio Heian, enquanto Zargus é talvez até mesmo pior que Sulco.

Záryha, Zargus e Haizen são personagens que surgiram no final do primeiro livro, e a vida deles são interlagadas umas as outras, mas eles não sabem disso.

Por mais que Haizen, não queira a guerra, é obrigado a lutar ao lado de seu pai e Zargus, junto com o exército mágico criado por Sulco - Os Interceptadores, seres fortes e velozes, que querem recuperar a caveira de Cristal, mas encontrar Mongho e seus aliados é praticamente impossível.

Até que um dia Haizen é deixado para morrer na floresta e acaba sendo encontrada por Záryha, que mesmo o reconhecendo como um inimigo não consegue deixar de sentir empatia e acaba o ajudando, com o único poder que tem ciência que tem - a cura.

Não tarda a esses três personagens se encontrarem, se reconhecerem e entenderem o seu real significado dentro desta guerra, e cabe a Záryha lutar pelos desesperançosos dias de paz.
Os ventos cessaram e houve um longo e perturbador silêncio, Então, um a um, os vigilantes escondidos nas arvores caíram desacordados. O circulo se fechava lentamente à medida que o pavor os dominava.

Sabe a maldição do segundo livro, nunca ser melhor que o primeiro? Isto não acontece neste livro, pelo contrário, a estória não só permaneceu em evolução, como foi mantida a característica surpreendente que este livro causa., e eu gostei mais do segundo do que do primeiro.

Em relação à diagramação, temos uma capa no estilo da primeira, só que desta vez quem está sendo representada é a Záryha. As paginas do livro são bem amareladas, e acho que combina muito com estilo medieval do livro. As letras são de um tamanho médio, e não localizei erros de revisão.


O livro é uma duologia, e ele acaba de uma forma fechada, mas mesmo assim você anseia por mais e o final talvez não agrade a todos, por isso aviso que você deve lê-lo com a mente aberta, pois para tudo há um motivo, como também uma consequência.

Ler os livros da Mallery, é algo extremamente prazeroso, pelo fato que nunca, repito ... nunca conseguiremos captar o que ele pretende fazer com seus personagens, ela tem uma escrita surpreendente, dinâmica, ágil, e ...sádica. 

Sabe aquele tipo de livro que enquanto você lê todo o universo vem em sua mente, como se fosse um filme? E você começa a criar teorias, antes mesmo de terminar o capitulo, e acaba dormindo horas depois do planejado porquê simplesmente eles terminam de uma forma tão desgraçadamente arrebatadora que você precisa saber o que vai acontecer, e não dá para adivinhar o que vai acontecer? É assim que me senti lendo este livro, e espero que você sinta isso também!

O amor não tem vencimento e a fragilidade
 é o resultado do peso que todos carregam nos ombro então chore. 
As lágrimas também curam.



Até a próxima.









quinta-feira, 22 de março de 2018

Por Nuccia - Blog As 1001 Nuccias

Fantasia medieval é um gênero que não agrada a quaisquer pessoas. Mas, cara... Quando agrada, você gama!

Primeiro de tudo: para entender melhor a resenha, leia o resumo do livro 1 ali em cima. Segundo: a resenha pode conter spoilers do livro 1.

Em O segredo da caveira de cristal - parte 2, temos a continuação da peregrinação de Mongho, o jovem mago e melhor amigo do falecido rei Heian, e o destino dos 5 reinos. Sulco se consagrou rei e, de posse da caveira que controle o vento, decidiu sair um busca das demais, especialmente da caveira de cristal, que foi do pai de Mongho e que ele guarda sempre consigo.



Dividido em duas partes, na primeira o livro narra a saga de Mongho, Nadjra (na pele da gata muitíssimo especial Noha) e da criança batizada de Záyrha., que guarda um perigoso segredo e um grande poder em seu olho esquerdo. Tentando fugir do exército de Sulco, Mongho acaba atraindo diversos moradores sobreviventes das vilas estraçalhadas e dizimadas por Sulco. Decidido a ir até a floresta de Menfhis, mal sabem todos o que os aguardam pelo caminho.

Em nenhum momento de sua jornada, Mongho deixou de se preocupar e de procurar Zargus, o herdeiro de Heiland, que Sulco sequestrou.

"Se você é um mago, tem um mapa e uma mente forte para não se deixar levar pela loucura, então estamos seguros. A falta de um desses elementos durante a travessia nos levaria, na certa, para a morte."

A segunda parte do livro é marcada por uma longa passagem do tempo. Záyrha cresceu e se tornou uma moça benevolente, uma curandeira das ervas, conforme ensinamentos de Erha. Escondidos na floresta sob a guarda do poderio dos Menfhis e sua caveira de bronze, a Rebelião se erguia cada vez mais forte, mais inteligente.

Sulco, ainda tomado pela ganância do poder, continuou arrasando reinos. Imperador dos Reinos de Heiland, Drudtas e Hurgans, de posse de duas das caveiras mágicas, ele decidiu avançar sobre o reino de Vulcans, criar um exército com sua magia negra e massacrar a todos em seu caminhos. Zargus não é bem o herdeiro que Heiland precisa. Menos ainda o irmão que Záyrha gostaria de ter.



O que ninguém sabia e que se descobre depois é que Záyrha é fundamental. Ela é o pilar que molda a guerra, não apenas pelo poder que carrega, mas pelo amor que surge em seu caminho, pelo destino que a obriga e pelas escolhas que podem mudar tudo.

Gente do céu! Pensa em um livro bem moldado? SCC é lindo demais! Particularmente, gostei mais deste segundo livro do que o anterior. Acho que por ter o destino do mundo nas mãos de uma mulher ao invés de nas mãos de reis em guerra. Além disso, muito mais do que magia, o livro trata de escolhas. Destino existe mesmo? O tempo... ah, o tempo! É traiçoeiro...

"O ápice do poder é o trono. Há aqueles que querem protegê-lo. Há aqueles que querem tomá-lo. E há também aqueles que querem destruí-lo. Entre a guerra e a paz, diz-se que um povo livre irá sempre escolher a paz. Mas a próxima geração nunca teve essa escolha, embora respirassem os ares que uma falsa paz proporcionava."

A escrita da Mallerey é cadenciada, tem um ritmo próprio que faz com que você saia lendo, totalmente imerso naquele mundo, e quando percebe, o livro acabou. Para você foi um tempo muito curto, mas o seu relógio mostra que foram dias de leitura (só uns três... rsrs).

O final da história é espetacular. Não é o que se espera nem de longe, por isso mesmo, além de te dar aquela dorzinha do "poxa vida", te surpreende pela escolha da autora. Me surpreendeu muito mais porque não achei que a personagem teria tamanha força. Era uma escolha que eu própria não conseguiria decidir.


Mongho, que já foi consagrado herói no primeiro livro, só consolida sua posição. Contudo, neste volume, mais de um herói existe e cada um tem seu papel na história. Se eu falar mais dos personagens, entrego todo o ouro. O que posso dizer, com certeza, é que todos estão conectados de uma forma ou outra e de um jeito bem intrincado.

Sobre a parte física: a diagramação é segue o volume 1. Capítulos começando com números em fonte medieval, páginas amareladas, barra divisória simples, revisão ótimo, com poucos erros. A capa combina com o livro anterior, e é de uma representação quase perfeita. Descrição da capa #pracegover: com fundo preto esverdeado, representando um céu noturno, a capa possui duas imagens. A maior, em primeiro plano, é a metade direita de uma moça de mãos com dedos entrelaçados à sua frente, olhos verdes, semblante sério, cabelos e túnica vermelhos. Ao fundo, o castelo de Heiland, sombrio, com penumbras das luzes de muitas velas. O título está centralizado, tendo metade das palavras em cor dourada e a outra em branco. Uma espada substitui a letra T na palavra "cristal" e outra forma uma empunhadura em vermelho com a letra C de "caveira" Muito bem feita a imagem.


Para encerrar, tenho que agradecer à autora por mais um livro belíssimo! Mallerey se mostrou versátil, saindo do romance histórico dramático, passando pela fantasia medieval e agora lançou um chick-lit (doida para ler, já está no meu Gasparzinho).

Agradeço também à editora Mundo Uno por, além de ter me dado oportunidade de mais 6 meses de parceria, também me permitir ter acesso a grandes histórias de autores nacionais. Até o presente momento, não tive uma única decepção, tem as melhores revisões que já encontrei e é uma das parceiras mais queridas pelos blogueiros (pelo menos por mim!)

Pessoas, leiam! O livro mereceu todas as minhas bruxinhas! Quem se amarra em leituras fantásticas com reis e rainhas, bruxas, magos, elementos de poder, guerras, reviravoltas, destinos imprevisíveis e poderes cósmicos e fenomenais, simplesmente precisa ter esse livro em casa. Pra galera que quer dar uma conferida, digo logo: vale a pena!









quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

"- Acredita em destino, mago? - Mongho parou, mas continuou em silêncio, observando o navio se afastar cada vez mais. - Ele tem um modo estranho de guiar as coisas... Não deixe que a vingança tome conta de você, meu caro. Nós dois sabemos que nada de bom pode resultar disso."

"Ser corajosos para empunhar uma espada é fácil, mas chorar requer muito mais coragem."

Por Maria Leite - Blog Pétalas da Liberdade

"O ápice do poder é o trono. Há aqueles que querem protegê-lo. Há aqueles que querem tomá-lo. E há também aqueles que querem destruí-lo.Entre a paz e a guerra, diz-se que um povo livre irá sempre escolher a paz. Mas a próxima geração nunca teve escolha, embora respirassem os ares que uma falta paz proporcionava."(página 119)

Quem acompanha o blog há mais tempo, talvez se lembre que o primeiro volume entrou para os meus favoritos, e que eu pude fazer um post de primeiras impressões sobre esse segundo volume e que fiquei ainda mais empolgada para lê-lo. Acredito que seja sim necessário ter lido o primeiro volume para realizar a leitura do segundo, mas tentarei não dar spoilers nessa resenha.

Fazendo uma pequena recapitulação para ambientá-los na trama, a história se passa num lugar onde havia cinco reinos, sendo Heilland um deles. Dois irmãos gêmeos disputaram a coroa de Heilland, e o resultado foi a ascensão ao trono do pior deles, daquele que trazia o mal dentro de si. Com isso, o mago Mongho teve que fugir, levando nos braços uma garotinha recém-nascida e uma gata, que não era bem uma gata. Eis que mais pessoas foram se juntando ao grupo do mago, tentando ir embora de Heilland para longe das maldades do novo rei.

"- Acredita em destino, mago? - Mongho parou, mas continuou em silêncio, observando o navio se afastar cada vez mais. - Ele tem um modo estranho de guiar as coisas... Não deixe que a vingança tome conta de você, meu caro. Nós dois sabemos que nada de bom pode resultar disso." (página 78)

Nesse segundo volume, descobrimos se Mongho conseguiu chegar a um local seguro junto com seu grupo de refugiados. Descobrimos também que a sede de poder do rei Sulco cresceu ainda mais. Há uma passagem de tempo, e Záyrha, a bebê que Mongho carregava nos braços, agora é uma jovem que terá um papel decisivo para libertar Heilland e os reinos vizinhos do mal trazido por Sulco e seus aliados.

"Se ficasse na floresta, corria sério risco de ser capturado pelos Menfhis ou pela Rebelião, e ser morto, ao ser julgado inimigo. A única esperança que via era encontrar a garota de cabelos vermelhos a quem devia a vida. Mas, quem era ela que possuía um coração tão puro a ponto de salvar a vida de um inimigo? E que poder era esse que surgira em seu corpo, que o tornara mais rápido e ágil do que Zargus?" (página 150)

O primeiro livro teve cenas que me tiraram o fôlego! E eu não sabia bem o que esperar desse segundo. E mesmo durante a leitura, não dá para prever o que acontecerá no próximo capítulo. É um livro cheio de surpresas, com toda certeza original. A escrita da autora continua fluida e ágil, sem "encheção de linguiça", ainda que isso nos deixe meio "cegos" em alguns momentos, curiosos para desvendar os acontecimentos.

"- Ser corajosos para empunhar uma espada é fácil, mas chorar requer muito mais coragem - murmurou ele." (página 241)

Sendo um livro de fantasia, há muita magia na trama. Também podemos revisitar os reinos que conhecemos no primeiro livro e descobrir mais sobre as características de cada um deles. A boa narração e descrição da autora nos permitem visualizar todos os lugares por quais passamos durante a leitura. Os personagens, incluindo os novos que são inseridos na trama, como Záyrha, Haizen e Zargus, ou velhos conhecidos como o senhor Barsack, continuam sendo bem construídos e com certeza vão surpreender o leitor.




A edição da Mundo Uno, como sempre, continua maravilhosa. Capa linda e condizente com a trama, páginas amareladas e lisas, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

Enfim, eu gostei do volume final da duologia, mesmo que o primeiro continue sendo meu favorito por ter me causado ainda mais surpresas e emoções. Repito que a autora, brasileira, não fica devendo em nada se comparada aos grandes escritores de fantasia. "O Segredo da Caveira de Cristal" é grandioso, surpreendente, bem escrito e original. Ainda assim, meu coração de leitora não se encontrava preparado para se despedir de todo o universo criado pela Mallerey, e eu não reclamaria se esse segundo volume tivesse alguns capítulos a mais para que eu pudesse passar mais tempo conhecendo cada reino, a vida de Záyrha, de Mongho, de Nadjra, e as partes mágicas, como os Interceptadores. Mas para quem gosta de livros mais enxutos, que vão direto ao ponto, com certeza essa duologia será perfeita.







sábado, 19 de agosto de 2017

Por Verônica Nielsen - Blog Minhas Escrituras

O livro narra em terceira pessoa, um mundo fantástico situado na maior parte do tempo no reino Heilland. Os habitantes após anos e anos de guerra e sofrimento, passavam por uma era tranquila junto ao justo e bondoso Rei Alphonsus, e logo tiveram a feliz noticia que a Rainha Driadh estava grávida de gêmeos. Seu parto foi bastante difícil, pois desde o ventre as crianças pareciam que já travavam batalhas.

O primeiro a nascer foi Sulco, um bebê forte e saudável e o segundo foi Heian, que nasceu fraco e com poucas expectativas de sobrevivência.

Desde crianças os gêmeos já mostravam grandes diferenças em sua fisionomia e principalmente em seu carácter. Sulco é arrogante, mau educado, frio e demonstra grande interesse por magia, enquanto Heian além de ter uma beleza que chamava a atenção, era cordial com todos, doce, alegre e extremamente fácil de fazer amizades.

Em uma visita ao vilarejo que o rei fez junto com seus herdeiros, Sulco fica atraído pela casa do mago Heindall e seu filho Mongho, e insiste em ir até lá para suprir suas curiosidades, algo que aumentou ainda mais após descobrir que o mago possuía a bola de cristal, instrumento que tinha o poder de mostrar o futuro. Sulco só sossega quando Heindall, por mais exitante que estivesse faz a leitura do futuro dos príncipes e o que ele revelou deixou a todos surpresos, especialmente a Sulco.

A noite será de grande festa no castelo, pois os gêmeos completam quinze anos de idade e com isto o rei revela quem será seu sucessor após completar a maioridade, e Sulco tem suas inseguranças reveladas pela bola de cristal, quando o rei anuncia quem se tornará o novo rei será Heian e não ele. Tomado pelo ódio e inveja, Sulco se considera injustiçado pois acredita ser o rei por direito, por ter sido o primeiro a nascer.

Atormentado pelas ideias que fervilhavam dentro de si, causando choque entre a razão e os sentimentos, Sulco passou a desejar meticulosamente suas ações. O coração pulsou com força selvagem, ansiando por vingança.

O primeiro a sofrer nas mãos de Sulco, é Heindall que é morto em um ataque feito no vilarejo. Mongho não estava presente, pois havia sido convidado por Hein a participar da festa no castelo, e com a perda de seu pai e sua casa, é convidado pelo rei a morar junto com eles.

Os anos vão passando, e Mongho se torna melhor amigo e conselheiro de Heian. Uma doença estranha aflige a rainha Driadh causando rapidamente a sua morte. Logo em seguida o Rei Alphonus também adoece gravemente, fazendo com que Hein se torne rei antes do previsto e se case com Driadh - a princesa prometida para quem se tornasse rei, ambos se apaixonam á primeira vista e Driadh não demora a engravidar, porém ela também cai de cama, sofrendo da mesma doença e perde não só o bebê, como não poderá mais ter filhos - o que é uma péssima noticia para todos - exceto Sulco, já que Heian não poderá ter herdeiros e sucessivamente a linhagem de reis fica comprometida.

Desconfiado que esta doença misteriosa que ronda o castelo seja por intermédio de magia, Mongho começa a estudar com mais afinco seus poderes ainda não desenvolvidos, pois ele se sente no dever de descobrir o que está acontecendo no castelo, e durante suas investigações acaba de encontro a uma velha bruxa chamada Nadjra, que acabou tendo um espaço importantíssimo na história, mas que não aprofundarei por que se não posso dar algum spoiller, mas repito ela é MUITO importante hahaha.

Sulco a cada dia que passa, mostra que quer a destruição de todos os reinos, para se tornar o todo soberano, e não demora muito para mostrar suas garras a todos. E por outro lado Mongho e Driadh, bolam um plano arriscado porém bastante inteligente para salvar o castelo.
O reino, até onde seus olhos alcançavam, estava dividido pela mesma parede invisível que atingira o castelo, causando o caos entre os aldeões.
Eu particularmente gostei muito da escrita da autora, a narrativa é bastante fluída, e me chamou a atenção que a Mallery contou uma história que por ser uma fantasia, poderia ser bastante complex, ela escreveu de uma forma muito simples e de fácil entendimento. 

Ela não só nos apresenta reinos totalmente diferentes, como também eles tem um dialeto próprio criado pela autora, que é usado pelos personagens, e tem sua tradução do rodapé da página. 

A história tem uma evolução de amadurecimento no decorrer dos capítulos, que se iniciam com os personagens bem jovens, e ao final já estão em sua fase adulta. Eu me surpreendi muito com os últimos capítulos de uma forma positiva. Eu não conhecia o livro e nem a sua premissa, e sinceramente não comecei a leitura com grandes expectativas, mas a leitura acabou se tornando surpreendente para mim, e estou bastante curiosa para saber o que vai acontecer em sua sequência, que será um dos lançamentos da editora na Bienal do Rio deste ano.

Em relação a diagramação, a capa é simples porém totalmente condizente com a história, as folhas são bastante amareladas, dando um efeito mais envelhecido ao livro - o que eu particularmente gostei bastante, as letras são de tamanho médio e não localizei erros de revisão.








segunda-feira, 1 de maio de 2017

Por Fernanda Prates - Blog Segredos em Livros



Anteriormente, já tive a oportunidade de conferir a escrita de Mallerey Cálgara, e foi ótimo poder conferir mais essa obra, "O segredo da caveira de cristal", que está muito bem desenvolvido e com elementos que se destacam desde o início. Para quem curte esse gênero, é uma excelente recomendação!

Nessa aventura, o leitor tem a oportunidade conhecer um reino chamado Heilland, diante de todas as desavenças acerca de poder, como já é mais do que esperado nesse tipo de ambientação, além da esperança de, algum dia, ter um local mais seguro e governado em paz, dentre outros pedidos.

Em certo momento, a população conseguiu perceber uma tranquilidade há muito tempo esperada, e essa sensação se evidenciou com a notícia da gravidez de gêmeos por parte da rainha. Infelizmente, o futuro não reserva boas coisas em relação a essas crianças. A alegria foi se esvaindo aos poucos e isso fica bem claro na narrativa.

As crianças não eram nem um pouco parecidas. Sulco e Heian passaram uma impressão erradas, mas ao pouco foram revelando suas verdadeiras personalidade, e é por isso que algumas decisões foram alteradas. Heian se tornou o sucessor do reino, ao invés de Sulco, que já estava esperando por isso. E é claro que a partir disso, surge um sentimento forte de ódio, especialmente porque Sulco não parece ser o tipo que desiste de seus planejamentos.

Todos os personagens são muito importantes nessa caminhada, e possuem características bem marcantes e influenciadoras também. Heian é muito amável, assim como é inocente até demais, enquanto Sulco é o tipo de vilão que continua surpreendendo por seu jeito inescrupuloso, dentre outras características negativas que podem defini-lo.

É uma leitura muito rápida, mas que ao mesmo tempo consegue deixar muitos questionamentos sobre o rumo dessa trajetória, ainda mais após o desfecho diante de todas as consequências. Os detalhes são bem explorados e é exatamente isso que faz a diferença no texto, o que torna a leitura ainda mais agradável e curiosa.